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Professores ganham R$ 7 mil em salários iniciais; veja em quais estados
13/03/2026
Times Brasil

Letícia Maia

Professores do ensino infantil, fundamental e médio tiveram suas remunerações iniciais recentes mapeadas. Trata-se do levantamento “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério”, do Movimento Profissão Docente, que analisa quanto educadores da rede pública, em início de carreira, ganharam em 2025.

Em geral, professores em início de carreira ganharam cerca de R$ 6.212,36, embora sse valor não considere gratificações ou prêmios. Mas, na prática, corresponde a quatro salários mínimos e 128% do Piso Nacional. Nesse contexto, em 2025, o piso salarial para professores era de R$ 4.868.

Gratificações distanciam professores da aposentadoria

Nos casos com gratificações, o valor subia para R$ 6.599,46. Contudo, valores adicionais não são incorporados na contribuição previdenciária. Para o Movimento Profissão Docente, após a Reforma da Previdência de 2019, essa prática não repercute na aposentadoria do educador.

Além disso, os valores adicionais – também chamados de vantagens pecuniárias – prejudicam a sustentabilidade fiscal e o planejamento de carreira.

Remuneração Inicial

Entre outras conclusões, o estudo aponta que 16 redes estaduais “pagam o mesmo salário para professores que atuam em escolas de tempo parcial e de tempo integral”.

Paralelamente, 11 redes estaduais pagam gratificações pela dedicação exclusiva ou de tempo integral. Sendo assim, a remuneração média inicial foi de R$ 7.296,41.

Salário médio inicial de professores por estado

Nos resultados divididos por estado, a média salarial para professores sem licenciatura, que cumprem 40 horas semanais, sem gratificações foram de:

  1. Mato Grosso do Sul – R$ 13.007,12;
  2. Maranhão – R$ 8.452,03;
  3. Pará – R$ 8.289,86;
  4. Roraima – R$ 7.700,47;
  5. Mato Grosso – R$ 7.343,44;
  6. Paraíba – R$ 6.944,09;
  7. Rio Grande do Norte – R$ 6.814,88;
  8. Amapá – R$ 6.600,98;
  9. Distrito Federal – R$ 6.427,71;
  10. Sergipe – R$ 6.176,76;
  11. Tocantins – R$ 6.130,70;
  12. Pernambuco – R$ 5.841,91;
  13. Alagoas – R$ 5.767,15;
  14. Espírito Santo – R$ 5.685,97;
  15. Amazonas – R$ 5.631,18;
  16. São Paulo – R$ 5.565,00;
  17. Acre – R$ 5.370,35;
  18. Goiás – R$ 5.160,49;
  19. Rondônia – R$ 5.118,41;
  20. Rio Grande do Sul – R$ 5.111,05;
  21. Santa Catarina – R$ 5.026,80;
  22. Piauí – R$ 4.984,17;
  23. Bahia – R$ 4.965,24;
  24. Ceará – R$ 4.961,73;
  25. Paraná – R$ 4.920,55.
  26. Minas Gerais – R$ 4.867,97; e
  27. Rio de Janeiro – R$ 4.867,77.

 

Ademais, de acordo com os organizadores do estudo, cada Estado e o Distrito Federal avaliaram os dados antes da pesquisa ser publicada. Entretanto, segundo o Estadão, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) se posicionou, dizendo que as comparações entre estados é descontextualizada e não considera particularidades fiscais, jurídicas e administrativas de cada região.

Por fim, o piso salarial para professores da educação básica na rede pública aumentou. No final de janeiro de 2026, a Secretaria de Comunicação Social divulgou o novo valor ajustado, de R$ 5.130,63. Esse montante é válido para educadores que cumprem 40 horas semanais.