O QUE ACONTECEU: a Super Quarta acontece em meio a elevada incerteza global, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pela disparada do petróleo, que saiu de cerca de US$ 73 para próximo de US$ 100. No Brasil, o mercado, que esperava um corte de 0,50 p.p. na Selic, agora vê um cenário incerto, com projeções entre redução de 0,25 p.p. ou manutenção em 15%. A alta de cerca de 60% no Brent desde janeiro, somada ao reajuste do diesel pela Petrobras (+11,6%), reforçou as pressões inflacionárias. Nos EUA, o Fed deve manter os juros e pode adiar o início dos cortes.
POR QUE IMPORTA: o avanço do petróleo pressiona custos de energia, transporte e produção, elevando a inflação e dificultando a atuação dos bancos centrais. No Brasil, o impacto é mais sensível devido à forte influência dos combustíveis e do câmbio nos preços, o que aumenta a cautela sobre o início e o ritmo de cortes de juros.
O QUE ACONTECE AGORA:
Copom deve priorizar sinalizações sobre o início e ritmo dos cortes
Possibilidade de corte menor ou manutenção da Selic
Fed tende a adotar postura cautelosa e adiar flexibilização
Petróleo e cenário geopolítico ganham peso nas decisões
BC pode interromper cortes se a inflação seguir pressionada.