Senna reconheceu a importância histórica de André Lara Resende, destacando sua contribuição ao Plano Real. No entanto, afirmou que, a partir de determinado momento, as ideias do economista deixaram de se alinhar ao seu pensamento. “Não há aspecto algum do texto com o qual eu me sinta à vontade de concordar”, declarou Senna.
Senna citou um estudo empírico realizado por Fernando Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), para embasar sua posição.
Segundo ele, o trabalho foi conduzido com rigor metodológico e demonstra com clareza que a principal razão por trás do crescimento da dívida pública foi a ausência de resultados primários positivos.
“A ausência de uma contribuição das contas públicas para o pagamento da conta de juros nos últimos anos”, afirmou o economista.
De acordo com Senna, quando o governo não gera um resultado primário positivo, a dívida inevitavelmente cresce, pois é necessário cobrir o desequilíbrio fiscal por meio da emissão de novos títulos.
Ele admitiu que os juros exercem “uma influência importante”, mas reiterou que essa variável não pode ser considerada a principal causa do problema, e muito menos a única, como sustenta Resende em seu artigo.