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Efeito de tarifaço e precatório deve ser sentido no PIB do 3º trimestre, diz IBGE
“No segundo trimestre, não tem efeito nenhum de tarifaço, nem de liberação de precatórios", diz a coordenadora de Contas Nacionais do instituto
03/09/2025
Valor Econômico

Por Lucianne Carneiro e Alessandra Saraiva

 

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2025 não apontam influência nem do aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos para os produtos brasileiros nem do pagamento dos precatórios, afirmou nesta terça-feira (2) a coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis.

“No segundo trimestre, não tem efeito nenhum de tarifaço, nem de liberação de precatórios. Só vai conseguir ver esse efeito no [dado do] terceiro trimestre.”

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% de abril a junho, na série com ajuste sazonal, após uma alta de 1,3% nos três primeiros meses de 2025.

O tarifaço entrou em vigor em 7 de agosto, enquanto o pagamento de R$ 63,3 bilhões em precatórios foi feito em julho. Os precatórios são sentenças judiciais transitadas em julgado, que aguardam por pagamento.

Ao comentar sobre o tarifaço, Rebeca Palis explicou que as primeiras informações sobre possíveis influências vão aparecer nos dados sobre exportações divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

No caso dos efeitos na economia como um todo, a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE apontou que “a economia brasileira não é tão aberta como outras que se vê”, o que limita esse impacto. As exportações respondem hoje por cerca de 18% do PIB.