O Ministério da Fazenda revisou de 2,5% para 2,3% a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Para 2026, a projeção de crescimento se manteve em 2,4%.
A estimativa para a inflação oficial de 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve ligeira queda – de 4,9% para 4,8%. Para o ano que vem, a previsão se manteve em 3,6%.
As projeções mais recentes foram apresentadas nesta quinta-feira pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, no Boletim Macrofiscal.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve ficar em 4,7% neste ano e em 3,3% em 2026 (mesmas projeções anteriores).
Por sua vez, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), deve fechar este ano em 2,6% (ante projeção anterior de 4,6%).
Ao apresentar o Boletim, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou que já há uma expectativa de inflação com alguma margem de folga dentro da meta do ano que vem. Ele disse que a ancoragem das expectativas de inflação e crescimento do PIB leva a uma expectativa de redução da Selic. “Espera-se que [a Selic] chegue a 12,5% a partir dos últimos quatro ou cinco meses de 2026”, disse.
Mello também observou que as expectativas de inflação começam a cair para períodos mais longos, como 2027.