A taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025, a menor da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciada em 2012. O desemprego recuou 0,2 ponto percentual na comparação com o trimestre móvel anterior (5,6%) e 0,7 ponto percentual ante igual período de 2024 (6,2%).
A população desocupada no trimestre analisado somou 5,9 milhões, o menor contingente da série histórica, recuando 3,4% (menos 207 mil pessoas) no trimestre e caindo 11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano. A população ocupada chegou a 102,6 milhões, ficando estável no confronto entre trimestres e registrando aumento de 926 mil pessoas no comparativo interanual.
A população desalentada – que desistiu de procurar emprego – somou 2,6 milhões no trimestre encerrado em outubro, apresentou estabilidade na comparação com o trimestre anterior e queda de 11,7% na variação interanual.
O número de empregados no setor privado ficou em 52,7 milhões, recorde da série, mas sem variações significativas no trimestre ou no ano.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusivamente trabalhadores domésticos) foi novamente recorde da série (39,2 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 2,4% (mais 927 mil pessoas) no ano.
O número de empregados sem carteira no setor privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 3,9% (menos 550 mil pessoas) no ano.
O número de empregados no setor público ficou em 12,9 milhões de pessoas, mostrando estabilidade no comparativo entre trimestres de 2025 e alta de 2,4% (mais 298 mil pessoas) no ano.
Informalidade – A taxa de informalidade se manteve em 37,8% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), repetindo o total do trimestre anterior e abaixo dos 38,9% (ou 39,5 milhões) do trimestre encerrado em outubro de 2024.
O número de trabalhadores por conta própria somou 25,9 milhões de pessoas, ficando estável no trimestre e registrando alta de 3,1% (mais 771 mil pessoas) no ano.
Rendimento – O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.528 no trimestre terminado em outubro, recorde da série do IBGE.
A massa de rendimento real habitual somou R$ 357,3 bilhões, novamente recorde, com estabilidade no trimestre e alta de 5,0% (mais R$ 16,9 bilhões) no ano.
O contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de agosto a outubro de 2025, foi estimado em 108,5 milhões de pessoas, com estabilidade no trimestre e no ano.