O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou hoje na COP30, em Belém, que a crise climática deve ser tratada também como uma crise de saúde pública. Segundo Padilha, os impactos do aquecimento global sobre a saúde já são evidentes e exigem ações urgentes e integradas.
O que aconteceu
Brasil lança Plano de Ação em Saúde de Belém para enfrentar impactos climáticos. O eixo central do plano é a equidade, com recursos e tecnologias direcionados a comunidades mais expostas aos efeitos das mudanças climáticas — indígenas, quilombolas, ribeirinhos, mulheres e populações negras.
“As mudanças climáticas não afetam todas as populações da mesma forma. Nosso plano prioriza quem mais sofre com os impactos”, afirmou Padilha.
País já começa a colher resultados práticos da adaptação climática.
Um sistema de alerta precoce baseado em dados do clima reduziu em 92,5% a probabilidade de emergências terrestres, ao antecipar surtos de doenças e orientar a estruturação de hospitais e unidades de atendimento, disse o ministro.
A ferramenta cruza informações sobre temperatura, chuvas e qualidade do ar com registros hospitalares, permitindo prever ondas de desidratação e surtos de doenças diretamente influenciadas pelo calor, como a dengue.
O cruzamento de informações climáticas e de saúde tem mostrado, por exemplo, o aumento de internações por doenças respiratórias em áreas de queimadas e calor extremo.