Às vésperas da decisão do Copom, o mercado reduziu o otimismo com cortes mais agressivos na Selic. O conflito no Golfo Pérsico elevou o preço do petróleo (de US$ 72 para cerca de US$ 103), pressionando a inflação global. No Brasil, o Focus já revisou o IPCA de 2026 para 4,10%, enquanto a projeção da Selic subiu para 12,25%. Com isso, bancos passaram a prever um corte menor, de 0,25 ponto percentual — ou até mesmo adiamento do ciclo.
A alta do petróleo encarece combustíveis e impacta toda a cadeia produtiva, dificultando o controle da inflação. Isso limita a capacidade do Banco Central de reduzir juros, o que afeta crédito, crescimento e custo de vida. O cenário global mais instável adiciona incerteza à política monetária brasileira.
O QUE ACONTECE AGORA:
Possível corte mais moderado da Selic (0,25 p.p.) na reunião
Chance de adiamento do início do ciclo de cortes para abril
Monitoramento dos impactos do petróleo na inflação
Governo tenta conter efeitos com medidas como isenção sobre diesel
Copom deve adotar tom cauteloso e manter flexibilidade na política.