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Meio Ambiente
O declínio das florestas tropicais primárias está diminuindo, mas não foi interrompido.
30/04/2026
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A perda de cobertura florestal primária diminuiu 36% em 2025, após um ano recorde marcado por incêndios intensos. Apesar dessa melhora, esses ecossistemas permanecem vulneráveis ​​à expansão agrícola e às mudanças climáticas.

A perda de florestas tropicais primárias registrou um cenário misto em 2024, com incêndios intensos elevando a destruição a recordes, apesar de esforços de redução em certas áreas. O Brasil liderou a perda global, concentrando 42% da devastação, impulsionada por seca e fogo, com 2,82 milhões de hectares destruídos

Pontos-chave do declínio florestal (2024-2025):

  • Aumento nos Incêndios: Em 2024, incêndios florestais foram a principal causa da perda, superando o desmatamento tradicional em várias regiões
  • Recorde de Perda: O ano de 2024 registrou uma perda de 6,7 milhões de hectares de floresta primária nos trópicos, a maior marca registrada pelo GLAD Lab da Universidade de Maryland, com ritmo de 18 campos de futebol por minuto
  • Cenário Brasileiro: O Brasil, apesar de reduções pontuais em desmatamento por corte raso (especialmente na Amazônia), sofreu com incêndios recordes, particularmente na Amazônia e Pantanal, com 2,82 milhões de hectares perdidos
  • Situação Global: Além do Brasil, a Bolívia, Laos e Nicarágua registraram aumentos significativos na perda de florestas, mostrando que o declínio não foi interrompido e as metas de 2030 estão sob risco
  • Ponto de Não Retorno: Especialistas alertam que a Amazônia pode atingir um ponto de não retorno até 2050

O cenário geral, monitorado pelo Global Forest Watch (GFW), mostra que as ações de controle de desmatamento são frequentemente anuladas pelo aumento de incêndios induzidos pelas mudanças climáticas