Por Ruan Amorim
O ministro das Cidades, Jader Filho, disse nesta terça-feira que é necessário entender a situação fiscal dos Estados e dos municípios para avaliar a viabilidade da tarifa zero no transporte público em todo o país. De acordo com ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para verificar, no geral, como melhorar a qualidade do transporte público no Brasil.
“Nós precisamos entender qual é a situação fiscal, a situação financeira dos municípios e dos Estados, para que nós possamos fazer uma análise caso a caso”, disse durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
“Mas eu acho que, independentemente se a solução vai ser a tarifa zero, o que nós precisamos falar é sobre a qualidade do transporte público no Brasil”, completou.
Na avaliação do ministro, o debate sobre o financiamento do transporte público deve envolver União, Estados e municípios. Segundo ele, são necessários recursos das três esferas para que uma tarifa justa seja criada.
“Precisamos entender qual é a participação dos Estados para que possamos fazer a composição desse custo, assim como o que os municípios podem ajudar também, para que a tarifa seja justa e para que a gente consiga fazer investimentos para melhorar a qualidade do transporte público”, ressaltou.
Para o ministro, a questão central da discussão sobre o transporte público é a modicidade das tarifas. De acordo com ele, “nós precisamos ter uma tarifa que caiba no bolso das famílias e entender qual é o subsídio que o governo federal pode disponibilizar para que as tarifas não fiquem no patamar atual”.
Sobre o tema, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já afirmou que a equipe econômica do governo federal está realizando um diagnóstico detalhado do setor de transporte urbano para avaliar a viabilidade da adoção da tarifa zero.
Como mostrou o Valor, fontes da área econômica acreditam ser remota a possibilidade de a proposta de zerar a tarifa de ônibus no Brasil sair do papel em poucos meses. A ideia é que a iniciativa possa ser incorporada ao programa de governo que a equipe de Lula deve formular para a campanha à reeleição, em 2026. Até o momento, porém, ainda não há um esboço definido.