O Ministério da Fazenda revisou para R$ 69,8 bilhões a previsão de economia em dois anos com o pacote de corte de gastos do governo Lula após as modificações feitas pelo Congresso, em documento divulgado na noite desta sexta-feira, 20 (veja lista completa abaixo). Na proposta original, a pasta esperava R$ 71,9 bilhões de economia com as medidas até 2026.
A Fazenda reduziu a projeção de economia com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Bolsa Família e a adoção de biometria nos benefícios sociais, com a justificativa de “redução em função de exceções para difícil acesso”.
No BPC, a estimativa de economia caiu de R$ 4 bilhões para R$ 2 bilhões, segundo a pasta. A medida foi a mais desidratada no Congresso, tendo sofrido dez mudanças pelo relator na Câmara. O governo queria impedir o acúmulo de benefícios em uma mesma família e levar em conta bens e patrimônio na avaliação para o acesso ao auxílio, além de alterar o critério de deficiência. As medidas, porém, foram derrubadas pelos parlamentares.
Foi mantida a exigência proposta pelo governo de biometria e um recadastramento para a manutenção do benefício — mas uma mudança feita pelos parlamentares estabelece que uma pessoa que mora em local de difícil acesso não terá o pagamento cancelado se não fizer a biometria e que o governo terá de promover as condições de ir até o beneficiário e fazer o procedimento.