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Meio Ambiente
PPPs de rodovias e saneamento lideram em investimentos contratados em 2025 Juntos, setores contrataram mais de R$ 100 bilhões em investimentos, mostra levantamento exclusivo da Radar PPP Danilo Moliterno, da CNN Brasil, em São Paulo 30/01/26 às 03:30 | Atualizado 30/01/26 às 03:30 Ilustração de notas de 200 reais em baixo de um martelo de leilão Foram 1.074 novas iniciativas de PPPs em 2025 • Ilustração gerada por IA As PPPs (parcerias público privadas) para rodovias e saneamento contratadas em 2025 totalizam mais de R$ 100 bilhões em investimentos, segundo levantamento da consultoria Radar PPP obtido pelo CNN Money. Os segmentos com as maiores cifras no ano passado foram: Rodovias: R$ 73,8 bilhões; Água e Esgoto: R$ 27,2 bilhões; Mobilidade: R$ 14,4 bilhões; Portos: R$ 3,5 bilhões; Educação: R$ 3,2 bilhões; Iluminação Pública: R$ 1,6 bilhão; Resíduos Sólidos: R$ 1,2 bilhão; Terminais Rodoviários: R$ 575 milhões; Saúde: R$ 474 milhões. Leia Mais Visa tem aumento no lucro e receita no 1º tri; ação cai 2% Visa tem aumento no lucro e receita no 1º tri; ação cai 2% Casa Civil recebe acordo Mercosul-UE e prepara envio ao Congresso Casa Civil recebe acordo Mercosul-UE e prepara envio ao Congresso Nubank recebe autorização condicional para operar como banco nos EUA Nubank recebe autorização condicional para operar como banco nos EUA Segundo o último relatório iRadarPPP, elaborado pela consultoria e antecipado todo mês pelo CNN Money, foram 1.074 novas iniciativas de PPPs em 2025. Os maiores quantitativos foram registrados nos segmentos de resíduos sólidos (169), unidades administrativas e serviços públicos (163), eficiência Energética e Tecnologia (160) e água e Esgoto (150). Os municípios seguem como atores mais participativos. O relatório mostra que 88,4% (950) das iniciativas são municipais. Além disso, 2,7% (29) das PPPs partem de consórcios públicos de municípios. Iluminação pública Em 2025, o Brasil superou a marca de 800 iniciativas de PPP de iluminação pública mapeadas, reforçando este setor como aquele que possui o maior quantitativo de PPPs em sentido estrito no país. “Esse mercado já viveu seu apogeu, seus grandes contratos já foram assinados, as principais capitais já tem suas PPPs rodando. Aí chamou atenção neste ano também porque uma das últimas capitais que faltava, Fortaleza, está com a sua licitação na rua. O desafio agora é na gestão dos contratos”, disse ao CNN Money o sócio da Radar PPP Guilherme Naves O especialista explica que o crescimento expressivo das PPPs de iluminação pública nos últimos cinco anos está associado a um conjunto de fatores estruturais. Um dos motivos para a tendêcia é o segmento tratar de um serviço essencial, universal e com ativos bem definidos e riscos operacionais relativamente controláveis. Outra explicação para o “boom de iniciativas” é a existência da Cosip (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública). O mecanismo é um tributo municipal cobrado na conta de energia elétrica e tem por finalidade financiar os serviços de iluminação de vias e espaços públicos.
30/01/2026
Câmara dos Deputados

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria o Programa Nacional de Estímulo à Criação e ao Fortalecimento dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente e Mudanças do Clima. O texto incentiva a descentralização das políticas ambientais com ampla participação da sociedade nas decisões.

Pela proposta, o programa deve ter como foco a sustentabilidade das atividades econômicas aprovadas pelas prefeituras, incluindo medidas para reduzir emissões de gases de efeito estufa e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) deverá regulamentar o formato do programa conforme os seguintes objetivos:

  • incentivar a criação de conselhos municipais de meio ambiente e mudanças climáticas;
  • incluir todos os grupos sociais, especialmente indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais afetadas;
  • promover justiça climática, protegendo vulneráveis como afrodescendentes, periféricos, favelados, crianças e jovens;
  • assegurar paridade de gênero, diversidade racial e participação de jovens de 15 a 30 anos; e
  • estimular educação climática e ambiental, entre outros.

A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), para o Projeto de Lei 2634/25, do deputado Ivan Valente (Psol-SP). O novo texto inclui o estímulo a esses conselhos entre os objetivos e diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente.

“O estímulo aos conselhos municipais do meio ambiente e mudanças do clima torna a gestão ambiental mais participativa, eficiente, melhora a governança ambiental e contribui para um desenvolvimento sustentável em todo o país”, argumenta a relatora.

Segundo o autor, a iniciativa é necessária porque cerca de 21% dos municípios brasileiros ainda não possuem esses órgãos, “que são fundamentais para uma gestão ambiental inclusiva e eficaz”, afirma Valente.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.