François E. J. de Bremaeker
Gestor do Observatório de Informações Municipais
A mídia vem apresentando constantes notícias relacionadas com a possível intensificação dos efeitos do El Niño no clima.
Os modelos analisados não garantem que seja um super El Niño, mas previsões não são certeza, portanto, o fenômeno pode ou não ocorrer com a intensidade anunciada.
Existe um ditado bem conhecido que diz: “melhor prevenir que remediar”.
É o mesmo princípio recomendado na área da saúde, para mitigar custos. Estudos apontam que investir R$1,00 na prevenção representa economizar R$ 5,00 na remediação das doenças.
Independentemente da intensidade final do fenômeno, governos e autoridades já deveriam começar a pensar num mínimo de ações preventivas.
Sendo o El Niño moderado, forte ou muito intenso, nós teremos impactos. Ainda não sabemos exatamente a magnitude, mas já conhecemos, com base em eventos anteriores, quais algumas regiões podem ser mais afetadas do que outras.
Medidas preventivas simples podem ajudar a reduzir danos causados por eventos extremos associados ao fenômeno por parte das administrações municipais, tais como limpar galerias pluviais e bueiros para reduzir o risco de inundações urbanas, elaborar planos de contingência para áreas de risco conhecidas e fortalecer os vínculos entre os órgãos da defesa civil local com os demais setores locais, estaduais e federais.
Como já foi dito é mais barato econômica e politicamente agir na prevenção.