Cristiane Noberto e Álvaro Augusto
A reforma tributária deve ser tratada como um “pacto de Estado” e o país não pode perder os ganhos estruturais da medida por causa do debate eleitoral. Essa é a avaliação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevisa à CNN Brasil.
Segundo Durigan, a simplificação dos tributos deve elevar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em até 15 pontos percentuais nos próximos 10 a 15 anos, ao reduzir a complexidade do sistema tributário e melhorar a produtividade da economia.
O ministro defendeu a reforma ao dizer que o modelo atual é excessivamente complexo e afasta investimentos, criticando a narrativa contrária à mudança. Ele também rechaçou o que chamou de desinformação sobre o texto aprovado, afirmando que distorções no debate público prejudicam a compreensão da proposta e do seu impacto econômico.
Durigan informou ainda que a implementação do imposto seletivo já está em discussão dentro da Fazenda e em articulação com outras pastas, como o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e o Ministério da Saúde. Ele disse manter diálogo com lideranças do Congresso para viabilizar a aprovação da regulamentação até o fim do ano.
País precisa de produtividade e controle do gasto obrigatório
Ministro ainda reconheceu necessidade de rever indexações e tornar políticas sociais mais eficientes
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou à CNN Brasil que o país precisa controlar o crescimento dos gastos obrigatórios para abrir espaço a investimentos e elevar a produtividade da economia.
Durante entrevista, Durigan defendeu que a despesa pública cresça em ritmo inferior ao da arrecadação e da economia, o que, segundo ele, permitiria ao Brasil voltar a registrar superávits primários sem medidas “traumáticas”.
O ministro reconheceu a necessidade de rever indexações e tornar políticas sociais mais eficientes, além de admitir que exceções ao arcabouço fiscal não são positivas.